Dez de Junho?

Dia de Camões!? Qual raça, qual Portugal, qual comunidades!, muito menos Camões. Nosso usurpado poeta! Má sorte a quem versos escreveu e por não ser lido, condenado à desgraça d’um eterno cárcere.
Dez de Junho: poucas coisas me repugnam mais na liturgia da república. É tão repugnante, tão odioso, tão antigo de velhice!

Mas vede! As tropas decadentes que nos consomem milhões, vão em marchas de obséquio, de funestas e recordações, prestar júbilo à pátria! E que pátria! Que ensombrada pátria, fugida das alegrias do povo, da sorte dos que não conseguem labor. Que pátria? Que Camões? Mais os peitos à espera de medalhas!

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Sobre Frederico Mira George — «Arte»

Frederico Mira George: Escritor, Artista Plástico, Podcaster
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